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Moçambique fortalece sua posição no mercado internacional de macadâmia com um novo acordo comercial que facilita a exportação para a China. O protocolo, firmado pelas autoridades nacionais, garante a isenção de tarifas alfandegárias para as exportações da castanha de macadâmia, impulsionando sua competitividade no mercado chinês.
Feliza Macome, directora dos Serviços Centrais de Desenvolvimento da Produção de Amêndoa no Instituto de Amêndoas de Moçambique, confirmou que o acordo tem duração de três anos e também inclui feijão-bóer e castanha de caju, adicionando-os à lista de 400 produtos moçambicanos que já são exportados para a China sem taxas aduaneiras.
Para garantir a implementação efectiva do protocolo, o governo está a investir na promoção do cultivo de macadâmia, incentivando a participação de mais produtores locais em um sector actualmente dominado por investidores estrangeiros. "O objetivo é estimular a produção nacional, o processamento e a exportação. Já temos experiência nas províncias de Maputo e Niassa e esperamos expandir ainda mais", afirmou Macome.
Em 2023, Moçambique produziu aproximadamente 6.000 toneladas de macadâmia, com a maior parte sendo exportada para a África do Sul a um preço internacional de US$ 5,00 por quilo. Actualmente, o país conta com 54 produtores de macadâmia, dos quais 27 são nacionais. As províncias de Manica, Niassa e Maputo concentram as principais plantações comerciais, ocupando mais de 8.000 hectares.
O governo também avalia a implementação de medidas regulatórias para a comercialização da macadâmia, inspirando-se no modelo adoptado para a castanha de caju. A isenção tarifária reforça os esforços de Moçambique para expandir seu comércio com a China, impulsionar o crescimento agrícola e diversificar suas exportações.
Além da China e da África do Sul, Moçambique também exporta macadâmia para o Vietname. A expansão do sector ocorre em um momento de recuperação global da indústria da macadâmia, com a estabilização dos preços e o aumento da demanda internacional.
